Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Sonho do Vitória volta a cair na Luz


                                                                                Foto: vitoriasc.pt

 

Crónica

Estranho sacrifício foi golpe
João Sanches

Consumidos 69 minutos de jogo, estava ainda tudo a zeros. O marcador não atava nem desatava, e a noite continuava gelada, sem grandes picos de interesse, porque o Benfica pouco se esforçava para ser contundente e encontrar soluções para, em corrida ou de bola parada, romper a organização defensiva do Guimarães, que, por sua vez, depois de escassos contra-ataques e remates tortos no primeiro tempo, se procurava soltar, atrevendo-se, subindo o tempo de posse e alargando a circulação de bola. E tudo se virou do avesso, quando Quique Flores estalou os dedos para a troca do voluntarioso Cardozo - que caíra animicamente depois de errar um golo certo aos 44' - por… Di María. A substituição tinha tudo para ser polémica ou, no mínimo, discutível. Pela agitação nas bancadas e pelos assobios que se escutaram no instante da mudança estratégica, também o público estranhava o sacrifício. Mas… foi essa a porta, aparentemente empenada, que o treinador abriu para que a equipa encontrasse a felicidade e pudesse agendar um dérbi para a decisão da Carlsberg Cup.
Na primeira vez que tocou na bola, o pequeno Di María, que se posicionou de facto como avançado-centro, derivou para a direita e, com fintas curtas, ganhou um pontapé de canto. Carlos Martins responsabilizou-se pela cobrança e lançou a bola para uma zona onde Gregory, involuntariamente, vestiu a pele de Cardozo e, com um toque colocado, desferiu um golpe nas ambições vimaranenses. No mesmo minuto, os adeptos sossegaram e esqueceram-se do assomo crítico. Recuperariam, no entanto, o espírito contestatário para punir o excessivo individualismo de Di María, que nada se importou com os colegas e jogou sobretudo - e mal - para satisfazer o seu umbigo.
Tímidos, os primeiros assobios da noite, censurando a lentidão de processos de um Benfica cada vez mais resultadista, chegaram por volta dos 20'. Por mais que Quique clamasse por ligeireza e tentasse apontar, aos seus comandados, as melhores coordenadas, a equipa encarnada, com as linhas atrasadas muito próximas e, por vezes, demasiado retraídas no relvado, arrastava-se nas saídas para o ataque, especialmente quando a bola não passava pelos pés de Carlos Martins ou Reyes, os mais participativos, neste período, nas tarefas de criação e projecção ofensiva. Aimar, outra vez remetido ao papel de segundo avançado, não poderia, pelas suas características, acrescentar potência, agressividade ou sentido de baliza à linha de ataque, mas, nesta fase, também não era capaz de pegar no jogo - e o melhor que conseguiu na etapa inicial foi arrancar dois cartões amarelos. Muito depois, aos 88', marcou enfim um golo - o golo há tanto procurado… - que, fruto da reacção final, tardia, do Guimarães (e do golo de Desmarets, aos 90'), acabou por ser determinante.
Entre Gregory e Moreno, os centrais vimaranenses, Cardozo foi-se governando. Com botas novas nos pés a partir dos 15', o Tacuara interveio nas melhores situações de golo, a primeira aos 23', com um cabeceamento à trave, após livre de Reyes, na direita. Determinando a provar que merece a titularidade que Quique lhe tem subtraído, desafiou o guarda-redes Serginho a mostrar competência aos 27' e, mesmo em cima do intervalo, a uns três metros da linha de baliza, fechou os olhos e bateu com toda a força na bola… para a bancada! A partir daqui, caiu a pique. Mais quente do que os lances assinados pelo paraguaio só mesmo o momento em que, para advertir os que estavam em campo, Quique fez saltar do banco… Mantorras e mais três. O público, claro, rendeu-se a S. Pedro.

Crónica do jornal O Jogo

 

Ficha de jogo

SL Benfica 2-1 Vitória SC
(Gregory p.b 69', Aimar 88' e Desmarets 90')

Competição: Taça da Liga (Meias-finais)
Estádio: Estádio da Luz, Lisboa
Arbitragem: Artur Soares Dias; Rui Licínio e João Silva; João Capela

SL Benfica
Quim, David Luiz, Luisão, Sidnei (Maxi Pereira 45'), Miguel Vítor, Katsouranis, Ruben Amorim, Carlos Martins (Yebda 84'), Reyes, Aimar e Cardozo (Di Maria 68')
Suplentes não utilizados: Moretto, Jorge Ribeiro, Nuno Gomes e Mantorras
Treinador: Quique Flores
Golos: Gregory (p.b) e Aimar
Cartões amarelos: -
Cartões vermelhos: -

Vitória SC
Serginho, Lionn, Gregory, Moreno, Andrezinho, Flávio (Carlitos 77'), João Alves (Custódio 86'), Fajardo, Desmarets, Nuno Assis e Marquinho (Roberto 70')
Suplentes não utilizados: Nuno Santos, Danilo, Milhazes e Wênio
Treinador: Manuel Cajuda
Golos: Desmarets
Cartões amarelos: Flávio Meireles (31') e João Alves (38')
Cartões vermelhos: -

 


                                                                                 Foto: ActionImages

 

Avaliação
A prestação do capitão, segundo a imprensa

Flávio Meireles - 5
Parar Carlos Martins não foi tarefa fácil. Fez o que lhe competia ao tapar os buracos em direcção à sua baliza. Foi sacrificado na busca pelo empate.
O Jogo

Flávio Meireles - 6
Também foi amarelado na fase inicial do jogo e isso num jogador com as suas funções é prejudicial. Todavia conseguiu actuar de forma segura.
SportDigital

 

Resumo
Veja aqui o resumo da partida (GuimarãesTV)

 

publicado por CláudiaBragança às 19:08
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.il capitano

Flávio Miguel Magalhães Sousa Meireles
Data de nascimento: 03/10/1976
Altura: 1,87m
Peso: 88 kg
Posição: Médio-defensivo
Número da camisola: 26
Nacionalidade: Portuguesa
Naturalidade: Ribeira de Pena
Residência: Guimarães

Trajectória:
1996/97: Moreirense
1997/98: Moreirense / Fafe
1998/2000: Fafe
2000/2003: Moreirense
Desde 2003: Vitória de Guimarães

.vídeos

Veja nonosso canal no You Tube
todos os vídeos relacionados com o Flávio.



Outros vídeos:

Declarações à GuimarãesTV

Reportagem RTP - Trio de Ataque

O capitão mais feliz do mundo

.o que dizem dele...

 

"O Flávio é o melhor
jogador que já treinei"
,

Manuel Machado 

 

"O Flávio é o melhor capitão
que tive em 25 anos de carreira.
Não que os outros não fossem bons,
mas ele é melhor,
porque além de tudo
é um colega."

Manuel Cajuda

 

"Nuno Santos aproveitou a
entrevista do jornal "O Vitória"
para falar de um atleta que o
impressionou pela positiva.
Nuno deixa aqui bem patente a
admiração por Flávio e enaltece
o peso do capitão no balneário:
"Quando cá cheguei, ouvi muitas
pessoas a dizer que o Flávio
estava há demasiado tempo no
Vitória. Dá-me vontade de rir,
porque as pessoas não fazem ideia
da importância do nosso capitão
dentro do balneário.
Ele é grande em tudo.
Transporta a mística do clube, integra
os que chegam, orienta os miúdos
e, além de tudo isto, dá a vida pelo
Vitória.

O Flávio, assim como o Moreno,
devem ser preservados, porque são
eles a alma do Vitória.
São os capitães na verdadeira acepção
da palavra. É um enorme prazer conviver
diariamente com gente desta natureza."
Nuno Santos (Jogador do VitóriaSC)

 

"Há um certo peso naquilo que eu digo,
tal como há no Flávio. Ele é a verdadeira
representatividade da massa associativa
dentro do campo, com o seu espírito guerreiro.
Capitão melhor do que ele não poderia haver,
é um capitão com propriedade porque se trata
de uma pessoa fantástica, um verdadeiro líder
que puxa sempre para cima."
Nilson (Jogador VitóriaSC)

.destaque Revista J

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