Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Derby acaba a zeros


                                      Foto: Lusa

 

Crónica

É tudo verdade: no respeitante a armamento, o Braga está para o Guimarães como o exército israelita para o palestiniano, e Renteria é tão desajeitado na área como diz a lenda. A justificação para os dois pontos obliterados ontem pelos bracarenses - o Guimarães não perdeu nada no clássico do Minho - está mais no colombiano do que em tácticas, estratégias ou aparentados. E o contrário não será mentira: também foi Renteria uma das mais-valias do Braga. O que desfez foi fazendo.
Demasiada variedade no plantel do Braga: um diagnóstico para dois. Pelo lado do Guimarães, que esteve perto da baliza duas vezes, não havia como concorrer. Quatro dos suplentes de Jorge Jesus jogariam sem discussão no onze de Manuel Cajuda. Em contrapartida, a abundância gera indefinições e ameaça a estabilidade. Cajuda tem dois tacos; Jesus dispõe de um saco de golfe cheio. São tantos que ainda não os pôde experimentar convenientemente a todos, nem verificar o que valem. Para ontem, até introduziu no onze um jogador - César Peixoto - que não constava dos convocados e viria a ser o primeiro desestabilizador do jogo, sem acaso nenhum envolvido.
No primeiro olhar para as equipas, a atenção ficaria à força nas duplas de avançados: Douglas e Roberto, estivadores; Renteria e Meyong, não propriamente bailarinas, mas demasiado refinados para a estiva. Dos ombros largos e estatura dos dois primeiros, o treinador do Guimarães não conseguiu tirar quase nada; da movimentação dos segundos, o técnico do Braga esteve meia dúzia de vezes perto de tirar quase tudo. Douglas e Roberto definharam por falta de habilidade e sustento; Renteria e Meyong é mais complicado. A bola chegou-lhes sempre em abundância, por muitos corredores - César Peixoto, no esquerdo, Luis Aguiar pelo centro, Alan na direita - e, entre eles, iam tomando boas decisões. As melhores de todas, por Renteria. Não estava desengonçado, não perdia a bola à primeira, não lhe fugia o bom senso para escolher a melhor entrega. Nenhum defeito. Até se lhe deparar (29') essa figura do terror gótico chamada baliza. Falta-lhe o cabelo, mas cá de fora era possível imaginar-lho em pé.
De caras, foram três episódios traumatizantes. Um na primeira parte, dois na segunda. Em todos eles, o detalhe comum do colombiano ter agido impecavelmente até lhe ser pedido o remate; exemplar nas tabelas, perspicaz na desmarcação, bloqueado e confuso no domínio final e pontapé. É raro que um jogador consiga estar tão perto de ser o melhor como o pior em campo.
Em segundo plano, corriam as vastas diferenças entre Guimarães e Braga, sobretudo materiais. Cajuda procurava alternativas, recorrendo a Fajardo para ganhar pelo menos um flanco e depois a Jean Coral, provavelmente mais para fazer alguma coisa do que por verdadeira esperança. Do que ele precisava tinha Jesus a dobrar no banco dele: Mossoró, que chegou a entrar, Jorginho, Matheus, tudo gente habilitada para desalinhar o jogo. Feito gourmet, o treinador do Sporting de Braga deve ter escolhido quase por capricho, excepto no caso de Paulo César, responsável pelo último abanão na partida, quando já era claro quem perdia e quem ganhava pontos com o empate. Colocado na transição entre os médios e Renteria, o brasileiro deu-lhe dois dos tais três lances. O colombiano nunca há-de perdoar-lhe.
No final, duas equipas com problemas na mesma. Uma por ter comprovado que fica a dever muito à segunda, sem que essa verdade hipoteque o restante das tarefas no campeonato; outra por não ter sido capaz de disparar os canhões novamente. E Renteria, claro, que precisa mesmo de aliviar a cabeça para jogar tão perto do golo como longe.

Crónica de José Manuel Ribeiro no jornal O Jogo

 


                                                            Foto: FotoGuima/VitóriaGrande

 

Ficha de jogo

Vitória SC 0-0 SC Braga

 

Competição: Liga Sagres (5ª jornada)
Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Arbitragem: Pedro Proença; Tiago Trigo e Ricardo Santos; Bruno Esteves

Vitória SC
Nilson, Andrezinho, Danilo, Moreno, Luciano Amaral, Flávio, João Alves, Wênio, Desmarets, Roberto e Douglas
Jogaram ainda: Fajardo e Jean Coral
Suplentes não utilizados: Nuno Santos, Márcio Martins, Momha, Lionn e Tiago Ronaldo
Treinador: Manuel Cajuda
Golos: -
Cartões amarelos: Flávio Meireles 26', Douglas 83', Danilo 87' e Nilson (após o apito final)
Cartões vermelhos: -

SC Braga
Eduardo, Rodriguez, Moisés, Evaldo, Renteria, Meyong, César Peixoto, Luís Aguiar, Alan, João Pereira e Vandinho
Jogaram ainda: Paulo César, Mossoró e Frechaut
Suplentes não utilizados: Kieszek, Stélvio, Jorginho e Matheus
Treinador: Jorge Jesus
Golos: -
Cartões amarelos: Meyong 24', Vandinho 36', Renteria 68' e Paulo César 72'
Cartões vermelhos: -

 

Avaliação
A prestação do capitão, segundo a imprensa.

Flávio Meireles - 5 
Teve o condão de desgastar Luis Aguiar roubando-lhe preciosos espaços. Demasiado concentrado nessa dura missão, nem sempre conseguiu desempenhar, na totalidade, o papel de última solução.
O Jogo

Flávio Meireles - 7
Um verdadeiro pronto-socorro. Apenas não entendemos porque motivo os árbitros começaram a antipatizar com ele. Quase tem sido amarelado em todas as partidas. Nalgumas situações...
SportDigital

 

Resumo
Veja aqui o resumo da partida preparado pela GuimarãesTV.

publicado por CláudiaBragança às 13:40
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.il capitano

Flávio Miguel Magalhães Sousa Meireles
Data de nascimento: 03/10/1976
Altura: 1,87m
Peso: 88 kg
Posição: Médio-defensivo
Número da camisola: 26
Nacionalidade: Portuguesa
Naturalidade: Ribeira de Pena
Residência: Guimarães

Trajectória:
1996/97: Moreirense
1997/98: Moreirense / Fafe
1998/2000: Fafe
2000/2003: Moreirense
Desde 2003: Vitória de Guimarães

.vídeos

Veja nonosso canal no You Tube
todos os vídeos relacionados com o Flávio.



Outros vídeos:

Declarações à GuimarãesTV

Reportagem RTP - Trio de Ataque

O capitão mais feliz do mundo

.o que dizem dele...

 

"O Flávio é o melhor
jogador que já treinei"
,

Manuel Machado 

 

"O Flávio é o melhor capitão
que tive em 25 anos de carreira.
Não que os outros não fossem bons,
mas ele é melhor,
porque além de tudo
é um colega."

Manuel Cajuda

 

"Nuno Santos aproveitou a
entrevista do jornal "O Vitória"
para falar de um atleta que o
impressionou pela positiva.
Nuno deixa aqui bem patente a
admiração por Flávio e enaltece
o peso do capitão no balneário:
"Quando cá cheguei, ouvi muitas
pessoas a dizer que o Flávio
estava há demasiado tempo no
Vitória. Dá-me vontade de rir,
porque as pessoas não fazem ideia
da importância do nosso capitão
dentro do balneário.
Ele é grande em tudo.
Transporta a mística do clube, integra
os que chegam, orienta os miúdos
e, além de tudo isto, dá a vida pelo
Vitória.

O Flávio, assim como o Moreno,
devem ser preservados, porque são
eles a alma do Vitória.
São os capitães na verdadeira acepção
da palavra. É um enorme prazer conviver
diariamente com gente desta natureza."
Nuno Santos (Jogador do VitóriaSC)

 

"Há um certo peso naquilo que eu digo,
tal como há no Flávio. Ele é a verdadeira
representatividade da massa associativa
dentro do campo, com o seu espírito guerreiro.
Capitão melhor do que ele não poderia haver,
é um capitão com propriedade porque se trata
de uma pessoa fantástica, um verdadeiro líder
que puxa sempre para cima."
Nilson (Jogador VitóriaSC)

.destaque Revista J

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