Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

O sonho decide-se em Basileia!

 

 

Crónica  

Manuel Cajuda passou os dias que antecederam a estreia do Guimarães na Champions a procurar poupar os seus jogadores à pressão inerente a este momento histórico. Chamou a esta inédita pré-qualificação o "brinquedo" pelo qual os seus "meninos" tanto choraram e que finalmente obtiveram, mas a sensação que ficou após a primeira mão da terceira pré-eliminatória é que não leram devidamente as instruções. O nulo é penalizador para o Vitória dada a diferença de qualidade das equipas, mas premeia a maior experiência dos suíços e faz da segunda mão um teste à capacidade de aprendizagem da formação portuguesa, sob pena de o brinquedo novo se estragar demasiado cedo.
A ansiedade do momento e o facto de estar a fazer o primeiro encontro oficial da temporada (contra sete dos suíços) marcou a entrada no jogo da equipa minhota, com mais vontade do que cabeça, a abusar dos lançamentos longos de Flávio Meireles e de iniciativas individuais pelas alas. A ausência de alguém que pensasse o jogo foi notória - que seria Nuno Assis, lesionado numa coxa -, uma vez que João Alves tinha dificuldades em libertar-se da apertada marcação de Gelabert e assumir a batuta. O próprio Manuel Cajuda, actualmente o mais experiente treinador da nossa Liga mas a fazer a sua estreia europeia, deu sinais estranhos - se não montou a equipa em função do adversário fê-lo pelo menos para o baralhar, desviando Fajardo das costas do avançado, Douglas, para as alas. Marquinho acusaria a adaptação à posição 10 e foi mesmo o primeiro "sacrificado", ao cabo de um primeiro tempo em que a mobilidade do ataque vimaranense constituiu o principal problema para o povoado sector recuado dos helvéticos.
É certo que os homens de Cajuda podem queixar-se (e o público fê-lo de forma ruidosa) de duas grandes penalidades por assinalar ainda na primeira parte que teriam dado outra tranquilidade, mas também não deixa de ser verdade que além desses lances não criaram situações de golo iminente.
As alterações de Manuel Cajuda para refrescar e reforçar o ataque sem alterar a estrutura (o habitual 4-2-3-1) acabaram por não dar resultado, ao contrário da aposta do Basileia em levar a eliminatória para a sua casa. Agora, resta a Cajuda e aos seus meninos aprenderem rapidamente que também há brinquedos destinados a adultos e que entrar na Liga dos Campeões depende mais do calculismo do que propriamente do entusiasmo.

Crónica de João Araújo no jornal O Jogo

 

Ficha de jogo

Vitória SC 0-0 FC Basileia

 

Competição: 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões
Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Árbitro: Grzegorz Gilewski (Polónia)

Vitória SC
Nilson, Andrezinho, Gregory, Moreno, Luciano Amaral, Flávio Meireles, João Alves, Marquinho, Desmarets, Fajardo e Douglas
Jogaram ainda: Carlitos, Jean Coral e Roberto
Suplentes não utilizados: Nuno Santos, Wênio, Danilo e Mohma
Treinador: Manuel Cajuda

FC Basileia
Costanzo, Reto Zanni, Abraham, Marque, Safari, Huggel, Ergic, Gelabert, Carlitos, Derdiyok e Stocker
Jogaram ainda: Perovic, Mustafi e Eduardo Rubio
Suplentes não utilizados: Leutwiler, Chipperfield, Fabian Frei e Ferati
Treinador: Christian Gross

Cartões amarelos: Stocker (21'), Douglas 34') e Flávio Meireles (58') 
Cartões vermelhos: -

 

Avaliação

Flávio Meireles (3)
Pode não ter experiência internacional, mas tem carisma, tem força de vontade e sabe ser um capitão na verdadeira acepção do termo. Voluntarioso, atento às compensações e trabalhador quanto baste, até na saudação final a quem estava nas bancadas, quando sentiu o dever de chamar alguns companheiros para agradecer o apoio de adeptos reconhecidamente especiais.
Jornal O Jogo

Flávio Meireles (8)
O capitão vitoriano foi o verdadeiro 'patrão' da equipa. Tentou impor o ritmo de jogo quando o Vitória de Guimarães revelou necessitar de arte e engenho para derrubar - ou perfurar - as verdadeiras muralhas que os suíços contruíram nas proximidades da sua grande área. Revelou maior experiência internacional. Mesmo também sendo um 'debutante' na Champions League.
SportDigital

Flávio Meireles
O Basileia foi sincero na abordagem ao jogo. Cerrou linhas, cerrou dentes e fartou-se de jogar nos limites da falta. Rigidez quanto baste, minando a criatividade da equipa portuguesa. A meio-campo, na zona nevrálgica do jogo, essa evidência acentou-se consideravelmente. João Alves foi o principal prejudicado, sem argumentos físicos para entrar nesta luta. Flávio Meireles, por outro lado, sentiu-se como peixe na água, impondo o seu físico numa batalha nem sempre igual, mas equilibrada pela disponibilidade do capitão vitoriano.
Destaques do MaisFutebol

 

Resumo do jogo (GuimarãesTV)

 

publicado por CláudiaBragança às 00:30
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.il capitano

Flávio Miguel Magalhães Sousa Meireles
Data de nascimento: 03/10/1976
Altura: 1,87m
Peso: 88 kg
Posição: Médio-defensivo
Número da camisola: 26
Nacionalidade: Portuguesa
Naturalidade: Ribeira de Pena
Residência: Guimarães

Trajectória:
1996/97: Moreirense
1997/98: Moreirense / Fafe
1998/2000: Fafe
2000/2003: Moreirense
Desde 2003: Vitória de Guimarães

.vídeos

Veja nonosso canal no You Tube
todos os vídeos relacionados com o Flávio.



Outros vídeos:

Declarações à GuimarãesTV

Reportagem RTP - Trio de Ataque

O capitão mais feliz do mundo

.o que dizem dele...

 

"O Flávio é o melhor
jogador que já treinei"
,

Manuel Machado 

 

"O Flávio é o melhor capitão
que tive em 25 anos de carreira.
Não que os outros não fossem bons,
mas ele é melhor,
porque além de tudo
é um colega."

Manuel Cajuda

 

"Nuno Santos aproveitou a
entrevista do jornal "O Vitória"
para falar de um atleta que o
impressionou pela positiva.
Nuno deixa aqui bem patente a
admiração por Flávio e enaltece
o peso do capitão no balneário:
"Quando cá cheguei, ouvi muitas
pessoas a dizer que o Flávio
estava há demasiado tempo no
Vitória. Dá-me vontade de rir,
porque as pessoas não fazem ideia
da importância do nosso capitão
dentro do balneário.
Ele é grande em tudo.
Transporta a mística do clube, integra
os que chegam, orienta os miúdos
e, além de tudo isto, dá a vida pelo
Vitória.

O Flávio, assim como o Moreno,
devem ser preservados, porque são
eles a alma do Vitória.
São os capitães na verdadeira acepção
da palavra. É um enorme prazer conviver
diariamente com gente desta natureza."
Nuno Santos (Jogador do VitóriaSC)

 

"Há um certo peso naquilo que eu digo,
tal como há no Flávio. Ele é a verdadeira
representatividade da massa associativa
dentro do campo, com o seu espírito guerreiro.
Capitão melhor do que ele não poderia haver,
é um capitão com propriedade porque se trata
de uma pessoa fantástica, um verdadeiro líder
que puxa sempre para cima."
Nilson (Jogador VitóriaSC)

.destaque Revista J

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