Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Vitória em segundo no Torneio Cidade de Guimarães

Vitória SC 2-1 PSG
(Douglas 29', Jean Coral 53' e Mabiala 56') 

 

Crónica

Esfumaram-se na atmosfera todas as dúvidas possíveis em torno de Douglas e Jean Coral. Os 350 mil euros que o Guimarães pagou ao América para contratar o primeiro justificaram-se logo na primeira parte do jogo com o Paris Saint-Germain, quando o "bad boy" mergulhou na área de cabeça, assinando um golo à João Pinto; mais tarde, Jean Coral, a jovem revelação do campeonato catarinense pelo Criciúma, juntou-se à festa ao ampliar a vantagem, disparando de primeira, num lance em que tirou partido da sua velocidade, em combinação com Carlitos. Em tempos de crise, convém evitar contrair empréstimos, mas no caso de Coral começa a soar a lucro a sua cedência. Juntos renderam uma vitória, a segunda da pré-época, depois do jogo com os ingleses do Middlesbrough, e os seus golos acabaram por ser o reflexo também de uma equipa em evolução, compacta e bem ligada, cada vez mais próxima do super-Guimarães da época anterior.
Só falta velocidade, pelo que os minhotos protagonizaram um curioso boicote às gazelas do PSG, como se tivessem encarnado, em desenhos animados, o "coiote" que passa a vida a pregar partidas ao super-sónico "papaléguas". É verdade, em qualquer episódio dessa saga o desgraçado do carnívoro sai sempre a perder; desta vez, para variar, a presa caiu realmente na teia tricotada por Manuel Cajuda. Os parisienses bem faziam "bip!, "bip", excedendo vezes sem conta os limites da velocidade, mas só Mabiala chegou ao golo no segundo tempo… para reduzir uma diferença de 2-0. Valeram pelo espectáculo e bem mereceram dos visitados um especial agradecimento, em francês.

Diogo e Carlitos em aceleração
A frente e o verso do Guimarães que enfrentou o PSG de Paul Le Guen, que, curiosamente, guardou estrelas como Makelele ou Câmara, eram iguais. No segundo tempo, Cajuda foi ao banco sete vezes, mas manteve intacto o dispositivo táctico (4x2x3x1), transmitindo a ideia de que só em situações pontuais regressará ao esquema de duas linhas de três no meio-campo e ataque. Diogo e Carlitos imprimiram velocidade (coisa pouco vista) nos corredores laterais.

Crónica de Pedro Rocha no jornal O Jogo

 

Ficha de jogo

Competição: Torneio Cidade de Guimarães
Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Árbitro: Olegário Benquerença

Vitória SC
Nilson, Andrezinho, Moreno, Sereno, Luciano Amaral, Flávio Meireles, João Alves, Fajardo, Marquinho, Desmarets e Douglas
Jogaram ainda: Gregory, Mohma, Wênio, Paulo Henrique, Carlitos, Diogo Lamelas e Jean Coral
Suplentes não utilizados: Serginho, Nuno Santos, Danilo, Tiago Ronaldo e Roberto
Treinador: Manuel Cajuda

Paris Saint Germain
Apoula, Garcia, Bourillon, Traoré, Mabiala, Chantôme, N'Goyi, Arnaud, Sankhare, Boli e Luyindula
Jogaram ainda: Mulumbu
Suplentes não utilizados: Landreau, Ceara, Camarara, Armand, Makelele, Clement, Sessegnon, Rothen, Pancrate e Hoarau
Treinador: Paul le Guen

Cartões amarelos: -
Cartões vermelhos: -

 

Avaliação

Flávio Meireles
Pode faltar-lhe um pouco de ritmo e elasticidade, mas continua a ser uma autoridade no centro do terreno. Além disso contou com muita ajuda.
Jornal O Jogo

 

 

Vitória SC 1-2 SL Benfica
(Cardozo 11', Mohma (p.b) 21' e Moreno (g.p) 66')

 

Crónica
Depois de dois empates e duas derrotas, o Benfica chegou ao primeiro triunfo na pré-época. Conseguiu-o em Guimarães, contra o companheiro de luta no Tribunal Arbitral do Desporto na hora em que ambos lutavam pela entrada na Liga dos Campeões, um de forma directa, o outro através da terceira pré-eliminatória. Ontem, voltaram a ser adversários, acabando o Troféu Cidade de Guimarães por viajar para Lisboa. Uma contrariedade para os vitorianos, que queriam provar, neste jogo, que o terceiro lugar e o consequente acesso à terceira pré-eliminatória da Champions não foram obra do acaso. Tal não foi possível, mas isso também não retira mérito àquilo que a equipa fez em 2007/08. Nada disso.
O Benfica venceu justamente, diga-se, mas nem teve necessidade de brilhar, longe disso. Beneficiou de dois erros defensivos do Vitória para ficar em vantagem, primeiro num penálti cometido por Sereno, depois num golo marcado por Momha na própria baliza.
O Guimarães sentiu muito esses dois golos, e a equipa mostrou que está longe da forma ideal. Apesar de a estrutura ser basicamente a mesma da época passada - saíram Geromel, Ghilas, Alan e Miljan -, o Vitória ainda sente dificuldade em fazer as transições para o ataque, algo que poderá ser melhorado com o tempo, mas também com as mais que prováveis entradas de Luís Filipe e Nuno Assis, dois jogadores que vão acrescentar muita qualidade. Por outro lado, o tempo urge, pois a primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões é já no dia 13…
Tal como o Guimarães, o Benfica também está numa fase atrasada da preparação, mas começa a haver matéria-prima para que Quique Flores possa fazer um bom trabalho. Ontem, dividiu imenso a equipa, deixando de fora alguns potenciais titulares, além de que brevemente já vai contar com Reyes, um jogador que vai dar profundidade ao ataque. E, com Aimar em campo, como aconteceu em Guimarães, a qualidade abunda. O argentino foi o principal "motor" da equipa, bem apoiado por Carlos Martins e Katsouranis, este enquanto jogou como médio, no primeiro tempo, recuando para central na segunda parte. Foi nessa altura que o Guimarães reduziu, num penálti convertido por Moreno, mas o Benfica não deixou fugir a vitória e agarrou o troféu.

Crónica de Manuel Casaca no jornal O Jogo

 

Ficha de jogo

Competição: Torneio Cidade de Guimarães
Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Árbitro: Jorge Sousa

Vitória SC
Nilson, Andrezinho, Moreno, Sereno, Momha, Flávio Meireles, João Alves, Carlitos, Fajardo, Desmarets e Douglas
Jogaram ainda: Luciano, Wênio, Marquinho, Jean Coral e Roberto
Suplentes não utilizados: Nuno Santos, Serginho, Gregory, Danilo, Paulo Henriques, Tiago Ronaldo e Diogo Lamelas
Treinador: Manuel Cajuda

SL Benfica
Moreira, Miguel Vítor, Luisão, Sidnei, Léo, Kastouranis, Carlos Martins, Ruben Amorim, Urreta, Aimar e Cardozo
Jogaram ainda: Fellipe Bastos, Binya, Nuno Gomes e Nélson
Suplentes não utilizados: Moretto, Edcarlos, Jorge Ribeiro, Balboa, Maxi Pereira, Makukula, Nuno Assis e Yebda
Treinador: Quique Flores

Cartões amarelos: -
Cartões vermelhos: -

 

Avaliação

Flávio Meireles
Um farol que nunca deixou de iluminar. Incansável no roubo de bolas, tirou partido do seu poder físico em lances de bola parada, causando perigo por duas vezes.
Jornal O Jogo

 

publicado por CláudiaBragança às 00:46
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.il capitano

Flávio Miguel Magalhães Sousa Meireles
Data de nascimento: 03/10/1976
Altura: 1,87m
Peso: 88 kg
Posição: Médio-defensivo
Número da camisola: 26
Nacionalidade: Portuguesa
Naturalidade: Ribeira de Pena
Residência: Guimarães

Trajectória:
1996/97: Moreirense
1997/98: Moreirense / Fafe
1998/2000: Fafe
2000/2003: Moreirense
Desde 2003: Vitória de Guimarães

.vídeos

Veja nonosso canal no You Tube
todos os vídeos relacionados com o Flávio.



Outros vídeos:

Declarações à GuimarãesTV

Reportagem RTP - Trio de Ataque

O capitão mais feliz do mundo

.o que dizem dele...

 

"O Flávio é o melhor
jogador que já treinei"
,

Manuel Machado 

 

"O Flávio é o melhor capitão
que tive em 25 anos de carreira.
Não que os outros não fossem bons,
mas ele é melhor,
porque além de tudo
é um colega."

Manuel Cajuda

 

"Nuno Santos aproveitou a
entrevista do jornal "O Vitória"
para falar de um atleta que o
impressionou pela positiva.
Nuno deixa aqui bem patente a
admiração por Flávio e enaltece
o peso do capitão no balneário:
"Quando cá cheguei, ouvi muitas
pessoas a dizer que o Flávio
estava há demasiado tempo no
Vitória. Dá-me vontade de rir,
porque as pessoas não fazem ideia
da importância do nosso capitão
dentro do balneário.
Ele é grande em tudo.
Transporta a mística do clube, integra
os que chegam, orienta os miúdos
e, além de tudo isto, dá a vida pelo
Vitória.

O Flávio, assim como o Moreno,
devem ser preservados, porque são
eles a alma do Vitória.
São os capitães na verdadeira acepção
da palavra. É um enorme prazer conviver
diariamente com gente desta natureza."
Nuno Santos (Jogador do VitóriaSC)

 

"Há um certo peso naquilo que eu digo,
tal como há no Flávio. Ele é a verdadeira
representatividade da massa associativa
dentro do campo, com o seu espírito guerreiro.
Capitão melhor do que ele não poderia haver,
é um capitão com propriedade porque se trata
de uma pessoa fantástica, um verdadeiro líder
que puxa sempre para cima."
Nilson (Jogador VitóriaSC)

.destaque Revista J

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