Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

"Sonho com a Liga dos Campeões"

 

O capitão apela à máxima concentração para bater o Benfica, mas não fica indiferente à onda de entusiasmo que rodeia a equipa. Compreende os adeptos e admite que a grandeza do clube exige uma ambição permanente.

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RECORD - De que forma é que os jogadores estão a reagir ao fervor que tomou conta da cidade nos dias que antecedem o jogo com o Benfica?
FLÁVIO MEIRELES - Sabendo como são os nossos associados e percebendo perfeitamente o que sofreram com a nossa descida há dois anos, poder estar agora no 2º lugar do campeonato coloca o mais calmo em completo êxtase. A cidade está a viver intensamente este jogo. É compreensível que assim seja, mas a nós compete controlar essa pressão que vem de fora e trabalharmos com
toda a tranquilidade.

«...orgulho-me de pertencer
a um grupo fantástico.
É do mais
espetacular que já
encontrei.»

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R - Essa pressão também poderá ser utilizada em favor do Vitória, como aconteceu com o cordão humano há dois anos...
FM - É verdade que também se trata de um factor de motivação. O cordão humano que os nossos adeptos fizeram da última vez que o Benfica veio a Guimarães funcionou como um factor de motivação extra. Uma situação destas mexe com qualquer um. Dá uma força suplementar e galvaniza quem está dentro do campo a dar tudo pelo clube. Quem joga no Vitória sabe que o nosso objectivo passa por afirmarmo-nos definitivamente como o quarto grande do futebol português. Como tal, essa pressão vai existir sempre e nós sabemos controlá-la. É óbvio que esperamos tirar partido dessa circunstância e que a pressão recaia sobre o Benfica. O ambiente que as pessoas estão a criar tem de funcionar como um incentivo para nós. Não pode é haver euforia. Temos de trabalhar com calma, concentração e com sentido prático.

R - É legítimo dizer que se está perante o "jogo do ano" para o Vitória, tendo em conta o que está no horizonte?
FM - Podemos considerar que é o primeiro "jogo do ano". Nesta altura, a Liga dos Campeões não está no nosso horizonte. Aconteceu tudo muito rápido e de um momento para o outro chegamos à posição em que nos encontramos. Não podem exigir-nos demais em comparação com outras equipas. Estamos a fazer um campeonato muito bom, temos subido degrau a degrau e ambicionamos sempre alcançar o objectivo que está acima. Contudo, essa ambição tem de ser calculada.

R - Como é que é possível controlar os desejos de muitos jogadores que têm revelado em público a vontade de chegar à Liga dos Campeões quando o capitão opta por alguma contenção?
FM - Sou uma pessoa realista. Já vivi muita coisa neste clube. Passei por momentos muito bons, mas também períodos complicados. Cheguei novamente ao patamar onde o Vitória merece estar e orgulho-me de pertencer a um grupo fantástico. É do mais espectacular que já encontrei. Essa é a grande força do Vitória. Como capitão isso deixa-me bastante satisfeito. Por isso mesmo, prefiro jogar pelo seguro.  

R - Actuar na Champions seria o prémio merecido para um jogador que tanto tem dado ao Vitória?
FM - Um prémio será chegar ao fim da carreira e saber que fui útil. Tenho uma espinha atravessada, a descida, e ainda não a consegui ultrapassar. Como qualquer jogador, ambiciono conquistar um título ou levantar uma taça.

R - Mas, hoje em dia, há quem considere mais importante ficar nos lugares que dão acesso à Champions do que ganhar, por exemplo, uma Taça de Portugal, devido à envolvência desportiva e económica...
FM - É óbvio que sonho com a Liga dos Campeões, mas tenho consciência que é muito difícil concretizar esse feito. Tenho os pés bem assentes no chão. Se ganharmos ao Benfica subimos ao 2º lugar, mas a tarefa continua a ser extremamente complicada. O Vitória entrou nessa luta de um momento para o outro, mas no meu entender continua a ser um "outsider". A nós compete cimentar o que de bom temos feito até aqui, de forma a podermos dar passos seguros no futuro. Queremos continuar a subir gradualmente. Como disse anteriormente, até podemos chegar ao 2º lugar, mas temos de ser realistas. É muito complicado ombrear com equipas que têm orçamentos superiores ao Vitória e que se preparam para a Champions. Pior seria a desilusão. Estamos a exceder as expectativas e a fasquia está a ficar muito elevada.  

 

«Manuel Cajuda é um líder nato»
R - Qual a influência de Cajuda no sucesso da equipa?
FM - É um líder nato, um comandante. Sabe motivar os jogadores pela forma como transmite as suas ideias. Tem muita experiência.

«Nunca fui um 'bad boy'»
R - Já foi acusado de ser um jogador muito duro...
FM - Admito que houve uma mudança. Tinha fama de maldoso e paguei por coisas que não tive culpa. Diziam que era um 'bad boy', um caceteiro... É certo que às vezes nem pensava antes de disputar uma jogada e isso prejudicou-me. Agora, é diferente. Ganhei maturidade e experiência. Foi uma injustiça a imagem que fizeram de mim. Nunca fui um 'bad boy'.

«Benfica tem grande equipa»
R - É real a instabilidade que se diz existir no Benfica?
FM - O Benfica é que tem a obrigação de lutar pela Liga dos Campeões. Apesar de atravessar um momento menos bom, possui jogadores com muito valor e costumam fazer sempre grandes jogos em Guimarães. O Benfica tem uma grande equipa, pelo que não nos iludimos com o que se passou, por exemplo, no jogo da Taça.
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CARREIRA DE EMOÇÕES

Fuga à despromoção (2003/04)
"Evitámos a descida na última jornada, depois de uma época em que o Vitória ficou em 4º lugar. Perdemos em casa com o Sporting, mas beneficiámos do facto de o Alverca e o Belenenses também terem perdido. Tínhamos um plantel que permitia fazer uma boa época, só que o desacerto foi total. Tivemos dois treinadores, mas a equipa nunca se encontrou.

Momento mais alto (2004/05)
"Fomos à Taça UEFA. Entrou uma direcção nova, bem como o treinador Manuel Machado. Fizemos um campeonato muito bom, que se traduziu no 5º lugar final. Foi talvez o momento mais alto da minha carreira, uma vez que foi a primeira vez que tive oportunidade de jogar nas competições europeias, um objectivo para qualquer jogador."

Descida à Honra (2005/06)
"Foi a derrocada total. Aconteceram coisas difíceis de explicar. Tínhamos um plantel constituído por jogadores muito acima da média para o nosso campeonato, mas nunca funcionaram como equipa. Foi a prova evidente que às vezes é preferível contar com jogadores de equipa do que grandes talentos individuais. Foi tudo muito complicado."

Regresso aos grandes (2006/07)
"Foi o ano da subida, o regresso à Liga. Foi uma temporada atípica. Tínhamos de assumir a subida, mas as coisas não começaram nada bem. Chegámos a estar com um atraso de 11 pontos em relação aos lugares da subida mas com a ajuda do 'mister' Manuel Cajuda conseguimos dar a volta e devolver o Vitória ao lugar que merece."

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"Guimarães em dia", por Marco Aurélio

Tem barbas a sua liderança

Quem conheceu Flávio com 15 anos repara que mantém a barba. Era a imagem de marca nos duelos entre petizes. Podia-a cortar, mas nunca travou a ordem natural do seu desenvolvimento enquanto homem. Cresceu com autoridade e, nos debates sobre ter ou não ter barba, há quem defenda que exibi-la é uma manifestação de personalidade. Assim seja... E o engraçado é que a sua fisionomia se mantém e estende-se à forma de jogar: curvado para a frente, olhando de soslaio... Flávio, que deixou ainda miúdo o Ribeira de Pena para se emancipar em Guimarães, tornou-se uma referência. Ainda bem porque o Vitória precisa delas para crescer com espírito próprio. Não chegou ao topo, mas dificilmente encontraria um clube como o Vitória. E isso preenche-o.

 

Reportagem do jornal Record que pode ver na integraaquieaqui.

publicado por CláudiaBragança às 00:03
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.il capitano

Flávio Miguel Magalhães Sousa Meireles
Data de nascimento: 03/10/1976
Altura: 1,87m
Peso: 88 kg
Posição: Médio-defensivo
Número da camisola: 26
Nacionalidade: Portuguesa
Naturalidade: Ribeira de Pena
Residência: Guimarães

Trajectória:
1996/97: Moreirense
1997/98: Moreirense / Fafe
1998/2000: Fafe
2000/2003: Moreirense
Desde 2003: Vitória de Guimarães

.vídeos

Veja nonosso canal no You Tube
todos os vídeos relacionados com o Flávio.



Outros vídeos:

Declarações à GuimarãesTV

Reportagem RTP - Trio de Ataque

O capitão mais feliz do mundo

.o que dizem dele...

 

"O Flávio é o melhor
jogador que já treinei"
,

Manuel Machado 

 

"O Flávio é o melhor capitão
que tive em 25 anos de carreira.
Não que os outros não fossem bons,
mas ele é melhor,
porque além de tudo
é um colega."

Manuel Cajuda

 

"Nuno Santos aproveitou a
entrevista do jornal "O Vitória"
para falar de um atleta que o
impressionou pela positiva.
Nuno deixa aqui bem patente a
admiração por Flávio e enaltece
o peso do capitão no balneário:
"Quando cá cheguei, ouvi muitas
pessoas a dizer que o Flávio
estava há demasiado tempo no
Vitória. Dá-me vontade de rir,
porque as pessoas não fazem ideia
da importância do nosso capitão
dentro do balneário.
Ele é grande em tudo.
Transporta a mística do clube, integra
os que chegam, orienta os miúdos
e, além de tudo isto, dá a vida pelo
Vitória.

O Flávio, assim como o Moreno,
devem ser preservados, porque são
eles a alma do Vitória.
São os capitães na verdadeira acepção
da palavra. É um enorme prazer conviver
diariamente com gente desta natureza."
Nuno Santos (Jogador do VitóriaSC)

 

"Há um certo peso naquilo que eu digo,
tal como há no Flávio. Ele é a verdadeira
representatividade da massa associativa
dentro do campo, com o seu espírito guerreiro.
Capitão melhor do que ele não poderia haver,
é um capitão com propriedade porque se trata
de uma pessoa fantástica, um verdadeiro líder
que puxa sempre para cima."
Nilson (Jogador VitóriaSC)

.destaque Revista J

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