Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

"O mister foi o grande comandante do barco"

Flávio Meireles

“O mister foi o grande comandante do barco”

SUSANA CARDOSO


O médio capitaneou pela primeira vez a equipa em ano de regresso ao convívio dos grandes e considera o técnico Manuel Cajuda um dos obreiros da subida. A voz de comando em campo foi a primeiro a prolongar o vínculo, por três anos, e pela ligação de 14 anos ao Vitória espera aí terminar a carreira. A luta pela UEFA é uma meta que serve ao clube, respondendo à sua dimensão, sendo necessário criar uma equipa competitiva para entrar com o pé direito e arredar de vez o fantasma da descida de há dois anos. A paixão e a identificação com o clube tornam-no um dos símbolos da massa adepta, cujo apoio foi decisivo na época de mais uma conquista.

 

PERGUNTA | Foi a prioridade da Direcção e o primeiro a prolongar o vínculo por mais três anos. Agradado com a decisão?
RESPOSTA | Era minha intenção continuar no Vitória. Fiz quase todo o meu percurso aqui, estou muito ligado a esta casa. É o clube do meu coração e juntou-se o útil ao agradável.

P | É sua intenção pendurar aqui as chuteiras?
R | Espero que este não seja o meu último contrato, mas gostava de terminar aqui a minha carreira.

P | Depois de 14 anos de ligação aos vitorianos, sente-se, de algum modo, uma pessoa diferente?
R | Diferente e identificada com o clube, a cidade e a massa associativa. Depois tento juntar isso tudo e dar a perceber aos novos jogadores o que é o Vitória.

P | Já viveu momentos de alegria e tristeza. A subida deste ano poderá ser o marco da sua carreira?
R | Sim, sobretudo pelas circunstâncias passadas. Esta foi uma época difícil e desgastante a nível psicológico. Depois de nos terem dado como uma equipa que não ia subir fizemos uma segunda volta excepcional e, por isso, sentimos o dobro da alegria.

P | Na altura foi dos mais críticos e disse que houve pessoas que os tentaram pisar…
R | Isso foi num momento a quente, um desabafo. São coisas normais no futebol. Quando a equipa jogava mal não tínhamos muitos argumentos para que as pessoas não dissessem mal de nós, mas sentimos que algumas críticas eram injustas porque tínhamos valor para fazer mais. Em campo demos a resposta.

P | O técnico Manuel Cajuda foi um dos obreiros da subida?
R | Foi o grande comandante do barco. Apanhou-nos numa fase complicada, com a moral em baixo, psicologicamente afectados e conseguiu dar a volta a isso tudo. Deu-nos uma grande motivação, uma força psicológica muito grande e, depois, um trabalho de campo muito bom. Sem ele não sei se seria possível. O mister passa mensagens muito fortes para os jogadores, que nos fazem pensar na vida e no futuro.

P | O papel da massa associativa também foi, de certa forma, decisivo?
R | Sim, embora isto seja do oito ou oitenta. Quando começamos a fazer a sequência de vitórias foi uma onda a empurrar-nos e, por isso, também tiveram um papel importante.
   

 

 

“Temos de começar bem e fortes”

P | Agora já se pensa na nova época com a intromissão na luta pela UEFA. O Vitória terá de ter sempre objectivos maiores?
R | É um clube grande e não pode pensar em lutar pela manutenção, é grande demais para isso. Primeiro há que dar a estabilidade, fazer uma equipa competitiva e lutar por esses lugares.

P | Acha que o fantasma da descida de há dois anos poderá pairar?
R |
Depende como se começar a época. Temos de começar bem e fortes. Caso contrário, as coisas podem não correr tão bem, porque uma descida não se apaga de um dia para o outro. É natural que se as coisas correrem mal possa vir a pairar, mas nós temos de lutar para que isso não aconteça.
 
 

 

“Cidade bairrista”

P | Como definiria o clube?
R |
É um clube de paixão, numa cidade bairrista, que respira Vitória.

P | Para o próximo ano gostava de continuar como capitão?
R |
Sim. Foi um grande orgulho ter envergado a braçadeira. Desde sempre habituei-me a ter os meus ídolos a capitanear e a vê-los desde miúdo nesta missão.

P | Há algum capitão que o tenha marcado?
R |
Num passado mais recente, Cléber porque era um grande capitão. Também o N’Dinga.

P | Deu-se bem com essa nova missão?
R |
Penso que o saldo é positivo, mas essa pergunta terá de ser feita aos meus colegas. No fundo, tentei sempre dar o meu melhor.

O Jogo.

publicado por CláudiaBragança às 22:42
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.il capitano

Flávio Miguel Magalhães Sousa Meireles
Data de nascimento: 03/10/1976
Altura: 1,87m
Peso: 88 kg
Posição: Médio-defensivo
Número da camisola: 26
Nacionalidade: Portuguesa
Naturalidade: Ribeira de Pena
Residência: Guimarães

Trajectória:
1996/97: Moreirense
1997/98: Moreirense / Fafe
1998/2000: Fafe
2000/2003: Moreirense
Desde 2003: Vitória de Guimarães

.vídeos

Veja nonosso canal no You Tube
todos os vídeos relacionados com o Flávio.



Outros vídeos:

Declarações à GuimarãesTV

Reportagem RTP - Trio de Ataque

O capitão mais feliz do mundo

.o que dizem dele...

 

"O Flávio é o melhor
jogador que já treinei"
,

Manuel Machado 

 

"O Flávio é o melhor capitão
que tive em 25 anos de carreira.
Não que os outros não fossem bons,
mas ele é melhor,
porque além de tudo
é um colega."

Manuel Cajuda

 

"Nuno Santos aproveitou a
entrevista do jornal "O Vitória"
para falar de um atleta que o
impressionou pela positiva.
Nuno deixa aqui bem patente a
admiração por Flávio e enaltece
o peso do capitão no balneário:
"Quando cá cheguei, ouvi muitas
pessoas a dizer que o Flávio
estava há demasiado tempo no
Vitória. Dá-me vontade de rir,
porque as pessoas não fazem ideia
da importância do nosso capitão
dentro do balneário.
Ele é grande em tudo.
Transporta a mística do clube, integra
os que chegam, orienta os miúdos
e, além de tudo isto, dá a vida pelo
Vitória.

O Flávio, assim como o Moreno,
devem ser preservados, porque são
eles a alma do Vitória.
São os capitães na verdadeira acepção
da palavra. É um enorme prazer conviver
diariamente com gente desta natureza."
Nuno Santos (Jogador do VitóriaSC)

 

"Há um certo peso naquilo que eu digo,
tal como há no Flávio. Ele é a verdadeira
representatividade da massa associativa
dentro do campo, com o seu espírito guerreiro.
Capitão melhor do que ele não poderia haver,
é um capitão com propriedade porque se trata
de uma pessoa fantástica, um verdadeiro líder
que puxa sempre para cima."
Nilson (Jogador VitóriaSC)

.destaque Revista J

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