Domingo, 10 de Outubro de 2010

Vitória rouba primeiros pontos ao Dragão

Crónica

A dúzia esteve na mão

JOSÉ MANUEL RIBEIRO

O FC Porto de Villas-Boas ficou-se pelas 11 vitórias. A décima segunda esteve-lhe nas mãos, mas dois erros do mesmo jogador - Fucile - complicaram-na demasiado, até para as actuais capacidades da equipa, que ontem, apesar do empate, deu algumas demonstrações de força nos vários planos do jogo. Não ajudou nada aos projectos do dragão é que o Guimarães tivesse feito o mesmo, ao oferecer uma resistência táctica e física que este FC Porto talvez não tivesse tido ainda oportunidade de conhecer esta época.

Em número de esboços de golo, dificilmente Villas-Boas conseguiu, apesar de tudo, tantas situações em qualquer outro dos 11 jogos. Por outro lado, também poucas vezes abanou tanto na defesa, na qual voltou ontem a fixar a dupla de centrais Ronaldo-Maicon e trouxe de volta Fucile - um penálti que Xistra não viu, um erro que valeu o empate ao Guimarães e, por fim, a inconsciência do amarelo que já lhe constava no cadastro quando se lembrou de pontapear Faouzi, por trás, bem longe da área. Reduzir um jogo tão cheio a estes incidentes seria, no entanto, uma grande asneira.

Contra o FC Porto do costume, ressalvadas as mudanças já referidas, Machado dispôs Cléber a trinco, dois médios-interiores, João Alves e Edson, e depois um elevador, João Ribeiro, destinado a levar jogo aos avançados Edgar e Toscano o mais depressa que lhe fosse possível, enquanto atrás dele as linhas se apertavam tanto quanto pudessem para reduzir o espaço de circulação aos médios e avançados do FC Porto. O esquema aguentou-se bem até que, por motivos não muito claros - estancar as subidas de Álvaro Pereira? -, o treinador sacou Edson ao jogo e fez entrar Pereirinha para o lado oposto. Três minutos depois, Hulk, o jogador a cuja cobertura Edson dava uma mão, esgueirou-se por entre os dois marcadores que sobravam e deu a vantagem ao FC Porto, assinalando também o início de uma outra etapa, mais longa, em que o jogo passou a obedecer por inteiro às directivas de Villas-Boas. Para azar de Machado, aos 23' fora o Guimarães a fracassar de forma mais flagrante na estratégia que tinha para o golo, quando Toscano estragou o contra-ataque perfeito (ver filme do jogo).

No momento em que Faouzi empatou, 33 minutos depois, as bases do confronto eram outras. O Guimarães concentrava-se ainda mais, embora do modo como as víboras se encolhem, sempre pronto a saltar para o ataque em poucos segundos e com um número assinalável de jogadores para quem se fechava tanto, mas o FC Porto estava a sair-se bem na tarefa de reduzir essas ocasiões ao mínimo. Até que a incapacidade de Fucile para lidar com um despejo para a área voltou a transtornar a partida. Sendo verdade que Faouzi, muito veloz, era provavelmente uma carta-chave de Machado para o jogo de ontem, não seria aquela a jogada em que este esperava vê-la resultar.

As inclusões de Flávio Meireles no Guimarães, para completar uma linha de quatro médios muito recuada, e depois de Guarín no FC Porto, a fim de procurar, pelo músculo, fazer valer todos os minutos que havia por jogar, deram à partida - já antes longe de estar amigável - contornos muito duros e de uma competitividade no limite, que, contudo, não impediram os dragões de se reerguerem e voltarem a cair sobre o Guimarães, agora com mais vontade. Sem marcar, acusaram o veneno dos contra-ataques do adversário no único deles que se viu, praticamente desde o empate: Fucile expulso. Novo abanão e novo regresso pouco depois, quando Faouzi se lesionou e deixou o Guimarães com tantos jogadores como o FC Porto. Até ao final, viveu-se e sobreviveu-se sempre na área da equipa da casa, lance atrás de lance, alguns deles muito perto do pretendido.

No fim não há como censurar nem uma equipa nem a outra. O mérito do Guimarães, quer na organização quer na atitude, atenua muito a primeira perda de pontos de Villas-Boas, e as reacções da equipa deste, sobretudo pelos resultados práticos - com um pouco mais de sorte, podia ter voltado a desfazer o empate -, também são um dado positivo a retirar do jogo. E vão dar jeito: depois do Guimarães, é natural que o FC Porto comece a encontrar adversários mais agressivos, contra os quais será mais difícil tentar o já habitual exercício de gestão que, ainda ontem, pode ter contribuído para algum adormecimento.

Crónica do jornal O Jogo

 

 

Ficha de jogo

Vitória SC 1-1 FC Porto
(Hulk 37' e Faouzi 64')

Competição: Liga Zon Sagres (7ª jornada)
Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Arbitragem: Carlos Xistra; Alfredo Braga e Luís Tavares; Diogo Santos

Vitória SC
Nilson, Alex, Ricardo, João Paulo, Bruno Teles, Cléber, João Alves (Flávio Meireles 69'), Edson Sitta (Pereirinha 26'), João Ribeiro, Toscano (Faouzi 60') e Edgar
Suplentes não utilizados: Serginho, Freire, Targino e Rui Miguel
Treinador: Manuel Machado
Golos: Faouzi
Cartões amarelos: Edgar (66'), João Paulo (72') e Ricardo (90'+4')
Cartões vermelhos: -

FC Porto
Helton, Fucile, Rolando, Maicon, Álvaro Pereira, Fernando, Belluschi (Guarín 68'), João Moutinho (Rúben Micael 77'), Varela (Rodríguez 57'), Hulk e Falcao
Suplentes não utilizados: Beto, Walter, Souza e Otamendi
Treinador: André Villas Boas
Golos: Hulk
Cartões amarelos: Fucile (38' e 79'), Helton (82') e Guarín (90'+4')
Cartões vermelhos: Fucile (79')

 

Avaliação
A prestação do capitão, segundo a imprensa

Flávio Meireles - 5
A intenção era destruir jogo. Cumpriu.
O Jogo

 

Resumo
Veja aqui o resumo desta partida (Vídeo GuimarãesTV)

publicado por CláudiaBragança às 14:51
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.il capitano

Flávio Miguel Magalhães Sousa Meireles
Data de nascimento: 03/10/1976
Altura: 1,87m
Peso: 88 kg
Posição: Médio-defensivo
Número da camisola: 26
Nacionalidade: Portuguesa
Naturalidade: Ribeira de Pena
Residência: Guimarães

Trajectória:
1996/97: Moreirense
1997/98: Moreirense / Fafe
1998/2000: Fafe
2000/2003: Moreirense
Desde 2003: Vitória de Guimarães

.vídeos

Veja nonosso canal no You Tube
todos os vídeos relacionados com o Flávio.



Outros vídeos:

Declarações à GuimarãesTV

Reportagem RTP - Trio de Ataque

O capitão mais feliz do mundo

.o que dizem dele...

 

"O Flávio é o melhor
jogador que já treinei"
,

Manuel Machado 

 

"O Flávio é o melhor capitão
que tive em 25 anos de carreira.
Não que os outros não fossem bons,
mas ele é melhor,
porque além de tudo
é um colega."

Manuel Cajuda

 

"Nuno Santos aproveitou a
entrevista do jornal "O Vitória"
para falar de um atleta que o
impressionou pela positiva.
Nuno deixa aqui bem patente a
admiração por Flávio e enaltece
o peso do capitão no balneário:
"Quando cá cheguei, ouvi muitas
pessoas a dizer que o Flávio
estava há demasiado tempo no
Vitória. Dá-me vontade de rir,
porque as pessoas não fazem ideia
da importância do nosso capitão
dentro do balneário.
Ele é grande em tudo.
Transporta a mística do clube, integra
os que chegam, orienta os miúdos
e, além de tudo isto, dá a vida pelo
Vitória.

O Flávio, assim como o Moreno,
devem ser preservados, porque são
eles a alma do Vitória.
São os capitães na verdadeira acepção
da palavra. É um enorme prazer conviver
diariamente com gente desta natureza."
Nuno Santos (Jogador do VitóriaSC)

 

"Há um certo peso naquilo que eu digo,
tal como há no Flávio. Ele é a verdadeira
representatividade da massa associativa
dentro do campo, com o seu espírito guerreiro.
Capitão melhor do que ele não poderia haver,
é um capitão com propriedade porque se trata
de uma pessoa fantástica, um verdadeiro líder
que puxa sempre para cima."
Nilson (Jogador VitóriaSC)

.destaque Revista J

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