Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Vitória vence Benfica e sobe ao 2º lugar

Foto: vitoriasc.pt

 

Crónica

Machado espetado na máquina de Jesus

JEAN-PAUL LARES

À quarta jornada do campeonato, o Benfica perdeu pela terceira vez e soma três magros pontos, naquele que já é o pior arranque de sempre dos encarnados no campeonato. Ontem, em Guimarães, em mais um episódio do conflito entre Manuel Machado e Jorge Jesus, foi o técnico do Vitória quem ofereceu uma lição táctica ao adversário, guiando a sua equipa, a partir do banco, a um triunfo suado, mas que acaba por ser merecido.

Jesus tinha prometido recuperar a máquina demolidora que levou a equipa ao título na época transacta, mas a verdade é que o rendimento deste Benfica está bem longe do evidenciado pela formação campeã, sobretudo no que ao capítulo da intensidade diz respeito. O início do encontro foi exemplo disso mesmo, já que, ao contrário do que sucedia no passado, os encarnados pareciam assumir uma postura de expectativa, exercendo algum domínio territorial, mas cedendo o controlo do ritmo ao adversário. Foi mesmo preciso que os anfitriões chegassem ao golo para que os visitantes dessem sinal de vida: após o golo de Edgar (17'), os níveis de intensidade subiram e a reacção dava a entender que a reviravolta era possível. O Benfica crescia e o Guimarães sofria para suster a avalancha ofensiva dos lisboetas. Seria, contudo, um erro clamoroso de Nilson a proporcionar o empate: depois de tanto sofrer com as fífias de Roberto, Saviola beneficiou da "simpatia" do guardião contrário para igualar o marcador (32').

O ascendente do emblema da águia dava a entender que o sucesso estava ao virar da esquina, mas o intervalo voltou a adormecer a alma da equipa. O Vitória regressou mais sereno e organizado, o Benfica tornou a dar mostras de apatia e incapacidade para pressionar em bloco.

Esperavam-se, então, as intervenções dos treinadores para desfazer o impasse gerado pelo desenrolar do jogo e foi mesmo a partir do banco que se decidiu a contenda. Manuel Machado foi o primeiro a esgotar as substituições, todas elas eficazes e reveladoras da inteligência da estratégia a que obedeciam: Flávio Meireles trouxe maior capacidade física e rigor táctico ao meio-campo defensivo, negando o corredor central a Aimar; Rui Miguel era a chave para as transições rápidas; e Maranhão podia abrir a frente de ataque, agora dotada de três homens com extrema mobilidade. Jesus, por seu turno, trocou Gaitán por César Peixoto, sem qualquer retorno evidente e, pior ainda, sacrificou Carlos Martins para transformar em trio a dupla da frente. Jara entrou para actuar sobre a direita, Saviola ficava mais longe da área, descaído sobre a esquerda, e Cardozo procurava, debalde, definir presença na área. Os efeitos revelaram-se desastrosos para as águias, que perderam profundidade de passe e capacidade para gerir a bola a meio-campo, enquanto, simultaneamente, a associação entre Aimar e Peixoto deixava desamparado um lento Javi García, incapaz, sozinho, de fechar os espaços que sobravam ao contra-ataque vimaranense.

Assim, e numa altura em que a vocação ofensiva do Benfica não se traduzia em ocasiões de golo, foi a simplicidade do contragolpe do Guimarães que sentenciou a contenda: Rui Miguel finalizou da melhor forma o lance, superiorizando-se, sem problemas, a um apático David Luiz.

Agora, com improváveis três derrotas em quatro partidas disputadas, os sinais de alarme começam a disparar para os lados da Luz, e Jorge Jesus terá pela frente o maior desafio da sua carreira. É que, sem retirar um grama de mérito à campanha vitoriosa de 2009/10, é preciso recordar que, durante toda a temporada, nunca o Benfica passou por momentos de crise. Ora, como qualquer pessoa com experiência desportiva pode confirmar, é nestas alturas que o carácter de uma equipa se define, de acordo com a influência do seu treinador.

Que, após a derrota, o presidente Luís Filipe Vieira, venha apontar o dedo ao trabalho do árbitro é, no futebol cá do burgo, a reacção normal de quem quer substituir um facto - o péssimo arranque no campeonato - por outro. Porém, independentemente da qualidade da actuação de Olegário Benquerença, o problema do Benfica é real, e bem mais profundo. E não se resolve com palavras...

 Crónica do jornal O Jogo

 

Ficha de jogo

Vitória SC 2-1 SL Benfica
(Edgar 17', Saviola 32' e Rui Miguel 83')

Competição: Liga Zon Sagres (4ª jornada)
Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Arbitragem: Olegário Benquerença; José Cardinal e Luís Marcelino; Hugo Pacheco

Vitória SC
Nilson, Alex, Ricardo, Freire, Bruno Teles, Cléber Oliveira, João Alves (Flávio Meireles 52'), Edson Sitta (Rui Miguel 52'), Marcelo Toscano, João Ribeiro e Edgar (Maranhão 62')
Suplentes não utilizados: Serginho, Douglas, Pereirinha e N'Diaye
Treinador: Manuel Machado
Golos: Edgar e Rui Miguel
Cartões amarelos: Rui Miguel (58') e   Flávio Meireles (88') 
Cartões vermelhos: -

SL Benfica
Roberto, Maxi Pereira (Rúben Amorim 75'), Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Carlos Martins (Jara 75'), Pablo Aimar, Nicolás Gaitán (César Peixoto 58'), Saviola e Óscar Cardozo
Suplentes não utilizados: Moreira, Weldon, Luís Filipe e Sidnei
Treinador: Jorge Jesus
Golos: Saviola
Cartões amarelos: Carlos Martins (40'), Javi Garcia (45'), Nicolás Gaitán (54'), Maxi Pereira (55'), Óscar Cardozo (57'), David Luiz (67') e Luisão (69')
Cartões vermelhos: -

 

Avaliação
A prestação do capitão, segundo a imprensa

Flávio Meireles - 5
Tornou o meio-campo mais forte e menos permeável.
O Jogo

 

Resumo
Veja aqui o resumo da partida (Vídeo GuimarãesTV)

publicado por CláudiaBragança às 17:01
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.il capitano

Flávio Miguel Magalhães Sousa Meireles
Data de nascimento: 03/10/1976
Altura: 1,87m
Peso: 88 kg
Posição: Médio-defensivo
Número da camisola: 26
Nacionalidade: Portuguesa
Naturalidade: Ribeira de Pena
Residência: Guimarães

Trajectória:
1996/97: Moreirense
1997/98: Moreirense / Fafe
1998/2000: Fafe
2000/2003: Moreirense
Desde 2003: Vitória de Guimarães

.vídeos

Veja nonosso canal no You Tube
todos os vídeos relacionados com o Flávio.



Outros vídeos:

Declarações à GuimarãesTV

Reportagem RTP - Trio de Ataque

O capitão mais feliz do mundo

.o que dizem dele...

 

"O Flávio é o melhor
jogador que já treinei"
,

Manuel Machado 

 

"O Flávio é o melhor capitão
que tive em 25 anos de carreira.
Não que os outros não fossem bons,
mas ele é melhor,
porque além de tudo
é um colega."

Manuel Cajuda

 

"Nuno Santos aproveitou a
entrevista do jornal "O Vitória"
para falar de um atleta que o
impressionou pela positiva.
Nuno deixa aqui bem patente a
admiração por Flávio e enaltece
o peso do capitão no balneário:
"Quando cá cheguei, ouvi muitas
pessoas a dizer que o Flávio
estava há demasiado tempo no
Vitória. Dá-me vontade de rir,
porque as pessoas não fazem ideia
da importância do nosso capitão
dentro do balneário.
Ele é grande em tudo.
Transporta a mística do clube, integra
os que chegam, orienta os miúdos
e, além de tudo isto, dá a vida pelo
Vitória.

O Flávio, assim como o Moreno,
devem ser preservados, porque são
eles a alma do Vitória.
São os capitães na verdadeira acepção
da palavra. É um enorme prazer conviver
diariamente com gente desta natureza."
Nuno Santos (Jogador do VitóriaSC)

 

"Há um certo peso naquilo que eu digo,
tal como há no Flávio. Ele é a verdadeira
representatividade da massa associativa
dentro do campo, com o seu espírito guerreiro.
Capitão melhor do que ele não poderia haver,
é um capitão com propriedade porque se trata
de uma pessoa fantástica, um verdadeiro líder
que puxa sempre para cima."
Nilson (Jogador VitóriaSC)

.destaque Revista J

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