Domingo, 5 de Setembro de 2010

Flávio em entrevista ao jornal "O Jogo"

"Proposta do Braga? Nem me sentava à mesa"
 

 

SUSANA CARDOSO

O berço de Flávio Meireles dista, apenas, 65 km do berço da Nação e do coração do atleta: Guimarães, a quem faz juras de amor eternas. A O JOGO abriu o livro e contou tudo.

Esta época assistiu-se a uma revolução no plantel, com a entrada de 15 reforços. Os resultados estão dentro das expectativas?
Talvez tenha sido a época da revolução mais radical, em que entraram e saíram mais jogadores. Há novos métodos a serem assimilados, muitos jogadores novos e estamos a trabalhar dentro do que foi planeado pelo treinador.

O ideal seria entrar poucos jogadores…
Sim. É preciso uma base sustentável e, tanto em Portugal como na Europa, são essas as equipas que conseguem ter sucesso. Mas o plano para o Vitória é esse mesmo. Passa por consolidar esta equipa nas próximas épocas e formar esse grupo forte para que, daqui a alguns anos, possamos fazer coisas positivas.

Além das várias contratações também se assistiu a mais de uma dezena de saídas. A mais surpreendente foi a de Custódio para Braga. Como encarou esta transferência?
O Custódio foi à procura de ser feliz noutra casa e, enquanto representou o Vitória, fê-lo sempre com um profissionalismo brilhante. Para mim, é uma saída normal, tal como aconteceu com a transferência de Moutinho para o FC Porto. Por ser uma troca entre rivais as pessoas não estão habituadas e vêem isso como um "bicho de sete cabeças". Mas lá fora isso passa-se todos os dias e não se criam tantas polémicas. Só desejo que ele seja feliz.

Se fosse o Flávio Meireles a receber uma proposta do Braga, como reagiria?
Isso está fora de hipótese. Desde cedo que tive o emblema do Vitória ao peito e na minha cabeça sempre houve esta rivalidade bem acesa. Por isso nem havia hipótese de nos sentarmos à mesa.

E, já agora, como vê a entrada dos rivais na fase de grupos da Liga dos Campeões?
O que se passa na casa do vizinho não me aquece nem arrefece. Claro que é bom para o futebol português.

O Vitória é que falha há dois anos consecutivos a Liga Europa. O lema é agora ou nunca?
Tem de ser agora. Se o Vitória quer afirmar-se como um grande tem de se consolidar, de uma vez por todas, numa competição europeia. Não é fazer um ano bom, dois ou três anos razoáveis porque isso não faz crescer o clube. Este ano tem de ser a machadada final. Temos de conquistar a Liga Europa.

O que se pode esperar da equipa?
Em comparação com o ano passado, há uma concorrência mais forte de jogador para jogador. Temos mais soluções em todos os sectores e qualidade acima da média. O plantel oferece totais garantias para que possamos fazer o campeonato que queremos. Claro que é preciso dar tempo à equipa, como o treinador já o afirmou. Mas estou convencido de que, finalmente, vamos consolidar a posição que queremos.

 

"Para jogar aqui não basta ser bom jogador"

 

A conquista da Liga Europa, "custe o que custar", é a meta traçada para ultrapassar os dois últimos falhanços.

Duas épocas sem ir à Europa. O que terá falhado?
No ano passado, falhámos em jogos cruciais. Não foi só no último jogo com o Marítimo que estivemos mal. Além disso, houve muitas lesões, castigos e outras situações. Mas nós, jogadores, temos a nossa culpa e não fugimos com a mão à palmatória. Este ano é novo e abrem-se novas expectativas.

Haverá falta de estofo na hora "H"?
Não direi falta de estofo mas jogar aqui nunca foi fácil, com toda a pressão que se coloca. Para representar o Vitória não basta ser bom jogador, é preciso ter um poder psicológico muito forte. Saber aguentar o dia-a-dia. Se um jogador aguentar isso, depois é muito mais fácil. E, em casa, temos de fazer um castelo forte, difícil para os adversários passarem. Os adeptos também têm de ter paciência, o que é difícil porque estão sempre com fome de vitórias. Agora, temos uma equipa nova e tudo faremos para que eles acabem a época com alegria no rosto.

O regresso de Manuel Machado foi especial…
É um treinador que me conhece desde miúdo, apostou em mim e possibilitou-me a chegada à primeira liga. Logicamente que é especial para mim mas não me torna um jogador preferido. Isso pode vir ao pensamento das pessoas mas o professor não é desse estilo.

Como o professor é sócio do Vitória e natural de Guimarães haverá mais empatia?
Poderá ser um ponto benéfico para todos. Conhece o clube como ninguém, por dentro e por fora. É de Guimarães, sabe a maneira de pensar das pessoas e isso pode facilitar na relação dos sócios com a equipa.

 

"Ainda me sinto com força para continuar a jogar" 

Como vê a concorrência com o Cléber?
Difícil, como sempre. O Vitória, para ser melhor, tem de ter soluções muito idênticas. Chegou o Cléber, perfeitamente identificado com o campeonato português, com provas dadas e valor indiscutível. Só bom para nós.

Por mais quantos anos é que se vê a capitanear a equipa?
Com a idade que tenho, não vou fazer planos a longo prazo. Tenho este ano de contrato, ainda me sinto com capacidades e força para jogar e as pessoas acreditam em mim. No final do ano, logo se verá. Vivo um dia de cada vez.

Quando terminar a carreira, gostaria de continuar cá?
Gostaria de ficar ligado ao futebol porque é a área que sempre vivi. Tenho o segundo nível de treinador, um curso de Direcção Desportiva mas isso não quer dizer nada. Vou tentando ter bases para no final da carreira ter uma ideia formada.

 

"Ajudei o Moreirense a sair da sombra" 

Com um carinho especial pelo clube vizinho, lembrou as três subidas de Divisão em Moreira de Cónegos.

Certamente, vibrou com a subida do Moreirense à Liga Orangina…
Passei lá três anos magníficos da minha carreira. Tenho um carinho muito especial pelo Moreirense porque foi lá que me estreei na primeira divisão. Ajudei o clube a sair da sombra, digamos assim, com três subidas consecutivas. Logicamente que fiquei muito contente por vê-lo a emergir nas provas profissionais. Espero um dia vê-lo de novo na primeira divisão.

Fez sempre carreira em Portugal, nunca pensou ir para o estrangeiro?
Na última época do Manuel Machado aqui, tive essa oportunidade. Mas, na altura, tinha contrato e o presidente disse que seria impossível a minha ida porque o clube que estava interessado em mim, e agora não vale a pena dizer qual era nem o país, teria de pagar. Na época seguinte também iria jogar na UEFA e foi nesse ano que desci de divisão.

 

Fotos: Jornal O Jogo

publicado por CláudiaBragança às 16:11
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1 comentário:
De Sara Branco a 7 de Setembro de 2010 às 23:56
parabéns pelo blog, nota-se toda o orgulho e dedicação que tens pelo Flávio. adicionei-te nos parceiros, beijinhos

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.il capitano

Flávio Miguel Magalhães Sousa Meireles
Data de nascimento: 03/10/1976
Altura: 1,87m
Peso: 88 kg
Posição: Médio-defensivo
Número da camisola: 26
Nacionalidade: Portuguesa
Naturalidade: Ribeira de Pena
Residência: Guimarães

Trajectória:
1996/97: Moreirense
1997/98: Moreirense / Fafe
1998/2000: Fafe
2000/2003: Moreirense
Desde 2003: Vitória de Guimarães

.vídeos

Veja nonosso canal no You Tube
todos os vídeos relacionados com o Flávio.



Outros vídeos:

Declarações à GuimarãesTV

Reportagem RTP - Trio de Ataque

O capitão mais feliz do mundo

.o que dizem dele...

 

"O Flávio é o melhor
jogador que já treinei"
,

Manuel Machado 

 

"O Flávio é o melhor capitão
que tive em 25 anos de carreira.
Não que os outros não fossem bons,
mas ele é melhor,
porque além de tudo
é um colega."

Manuel Cajuda

 

"Nuno Santos aproveitou a
entrevista do jornal "O Vitória"
para falar de um atleta que o
impressionou pela positiva.
Nuno deixa aqui bem patente a
admiração por Flávio e enaltece
o peso do capitão no balneário:
"Quando cá cheguei, ouvi muitas
pessoas a dizer que o Flávio
estava há demasiado tempo no
Vitória. Dá-me vontade de rir,
porque as pessoas não fazem ideia
da importância do nosso capitão
dentro do balneário.
Ele é grande em tudo.
Transporta a mística do clube, integra
os que chegam, orienta os miúdos
e, além de tudo isto, dá a vida pelo
Vitória.

O Flávio, assim como o Moreno,
devem ser preservados, porque são
eles a alma do Vitória.
São os capitães na verdadeira acepção
da palavra. É um enorme prazer conviver
diariamente com gente desta natureza."
Nuno Santos (Jogador do VitóriaSC)

 

"Há um certo peso naquilo que eu digo,
tal como há no Flávio. Ele é a verdadeira
representatividade da massa associativa
dentro do campo, com o seu espírito guerreiro.
Capitão melhor do que ele não poderia haver,
é um capitão com propriedade porque se trata
de uma pessoa fantástica, um verdadeiro líder
que puxa sempre para cima."
Nilson (Jogador VitóriaSC)

.destaque Revista J

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