Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

«Flávio Meireles em família» na Bigger Magazine

FLÁVIO MEIRELES EM FAMÍLIA CONFESSA À BIGGER MAGAZINE

"O Vitória formou-me e deu-me o ser"

 

Desde 2003 no Vitória de Guimarães é actualmente o Capitão de Equipa, tem dois filhos e é a eles e à esposa, Teresa, que se dedica nos tempos livres. Venha conhecer a vida desta família, em que o jogador invariavelmente detém o papel de pai e marido mas sempre com a classificação de "exemplar" em todas as tarefas propostas.

 

BIGGERmagazine - Como se conheceram?
Flávio Meireles -
Foi namoro de liceu, estudámos os dois na escola Secundária Martins Sarmento, e tínhamos amigos em comum.
Teresa Meireles - Conheci-o através do meu parceiro de escola, o Victor Hugo, também jogador dos juniores, colega do Flávio. Em Outubro de 1993. Começamos a namorar em Maio de 1994.

B. M. - Como veio viver e estudar para Guimarães?
F. M. -
Estava no Ribeira de Pena de onde sou também natural. Tivemos uns jogos com o Vitória de Guimarães, e os responsáveis acharam que eu tinha potencial e poderia ser rentável para o clube num futuro próximo. Falaram com os meus pais, na altura a minha mãe não gostou muito da ideia de se ver separada de mim, sou filho único e não foi fácil, tinha 14 anos.

B. M. - Quando começou o percurso profissional?
F. M. -
Aos 17 anos, foi-me proposto um contrato profissional com o Vitória. Foi aí que comecei a levar as coisas a sério, porque foi este clube que me formou, que me fez nascer e me deu o ser em termos futebolísticos.

B. M. - Quando sentiu as primeiras dificuldades?
F. M. -
No início pensei que seria tudo fácil, nessa altura tinha a ideia de que já estava traçado um futuro promissor... Pensava que já ia representar o plantel do Vitória, mas não aconteceu, fui emprestado ao Fafe o que não era o que queria. 

 


 

 

CARREIRA
A determinada altura na vida, a maioria dos miúdos deseja ser jogadores de futebol. Mas, para ser jogador não é só preciso saber correr e dar uns xutos na bola. Também exige carisma e carinho dos adeptos. Flávio Meireles o jogador para quem a bola passou de brincadeira ao "papel principal" da sua vida.

 

ETERNO NAMORO
Conheceram-se em 1993, em 1994 começaram o namoro que permanece até aos dias de hoje. Um não se imagina sem o outro, e a paixão mantem-se acesa. O segredo? O sentimento e respeito que existe entre os dois.


 

B. M. - Houve momentos conturbados quando assumiu o cargo de Capitão no Vitória. Como foram ultrapassados?
F. M. -
Isso aconteceu no meu regresso. Nesse ano o Vitória não fez uma boa prestação no campeonato embora tivéssemos uma boa equipa e bons jogadores, estivemos sempre numa luta para não descer de divisão.
Os sócios manifestaram-se de uma forma bastante negativa em relação ao meu desempenho. Surgiram essas dificuldades embora eu soubesse que tinha valor e por isso teria de lutar e mostrar aos sócios que estavam enganados. Hoje em dia já consegui mudar essa opinião.

B. M. - Que importância é que a família tem na vida de um jogador? Como é, para a Teresa, ser esposa do Flávio Meireles?
T. M. -
Tem coisas boas mas também coisas menos boas. O mediatismo. Por exemplo, nem sempre é agradável. Quando passeamos em Guimarães é comum sermos interpelados. Estamos em família, com os miúdos, e nem sempre há disponibilidade.

B. M. - Como classifica o Flávio "pai de família"?
T. M. -
Eu não vejo o meu marido como jogador mas sim como homem e como pai. Por isso o Flávio como pai e como marido é espectacular, não podia haver melhor.

B. M. - Estão casados há quantos anos?
T. M. -
Fizemos oito anos de casados no dia 26 de Maio. Namorámos durante sete anos, conhecemo-nos há 16 anos.

B. M. - Enquanto família de um futebolista vocês convivem com outras famílias do meio futebolístico?
F. M. -
Dentro do Vitória nós temos jantares mais a nível de equipa, com as famílias só uma vez por ano. Mas logicamente no meio de tantos jogadores temos dois ou três amigos com quem passamos mais tempo. Tenho amigos de outros clubes também, com os quais mantenho amizade de muitos anos.

B. M. - O que fazem nos tempos livres?
F. M. -
Aproveitamos para passear. Embora na minha profissão seja muito complicado pois todo o tempo que tenho é dedicado à família, não dá para me dedicar a outras coisas.

B. M. - Qual a melhor recordação da vossa vida?
F. M. -
O nascimento dos meus filhos, hoje com cinco e dois anos, o meu casamento...
T. M. - A nossa lua-de-mel também, nas Maldivas.

B. M. - Há perspectiva de mais filhos para o "clã" Meireles?
T. M. -
Não lhe vou dizer que não, já pensamos nisso talvez ainda tentar ter uma menina.

 

 

B. M. - Qual foi para o Flávio o momento mais marcante no futebol?
F. M. -
A subida de divisão, foi o recuperar o respeito dos adeptos, ver o Toural completamente cheio à nossa espera. Foi uma sensação contagiante, ir à Champions League, obter o 3º lugar. No primeiro jogo pelo Vitória na Europa em 2004/2005 foi jogar ao mais alto nível.

B. M. - Como é o espírito e o relacionamento dentro da equipa do Vitória actualmente?
F. M. -
Somos um grupo de mais de 20 jogadores e nesse grupo de pessoas existem personalidades e culturas diferentes. É preciso saber gerir muito bem, pois não andamos todos os dias aos abraços e sorrisos. Mas o que importa é saber solucionar os problemas.

B. M. - Se pudesse, quais seriam as alterações que fazia no Vitória?
F. M. -
Uma das coisas que vejo com satisfação é a aposta nas camadas jovens, pois sou um exemplo disso, e a actual direcção preocupa-se bastante com isto. Com a dificuldade actual em termos económicos, vai passar pelos clubes todos apostarem nas camadas jovens.

 

 

B. M. - Quais são as expectativas para esta época?
F. M. -
Tenho expectativas muito altas, pois este clube assim o exige. Todas as pessoas que trabalham aqui querem isso, por isso temos de pôr o Vitória de Guimarães uma vez mais na taça UEFA, nas competições Europeias, pois esta cidade, os adeptos e o clube merecem.

B. M. - E o Vitória está preparado para grandes voos?
F. M. -
Está preparado, claro que sim. Um clube como o nosso, grande como é, com a massa adepta que tem e tudo o que reunimos proporciona pensamentos "altos". Com os pés bem assentes, e sabendo das limitações e das possíveis vantagens que isso simboliza.

B. M. - O que é o Vitória na vida do Flávio Meireles?
F. M. -
Não diria tudo, mas... quase tudo. Faz parte do meu dia a dia respirar Vitória, por muito que chegue a casa e não queira falar de futebol acabamos sempre por conversar sobre o assunto. Conto com a minha família para falar e existe mesmo um espírito de cumplicidade na forma como partilhamos todas as emoções do clube. O meu filho mais velho sente e manifesta-se com o que se passa no Vitória.

B. M. - Até onde é que o Vitória pode chegar?
F. M. -
Eu acho que, neste momento, o Vitória tem de ser um clube constante nas competições europeias. O Vitória sempre teve épocas inconstantes e acho que acima de tudo tem de se cimentar em bons lugares no campeonato, é isso que a direcção, a equipa técnica e os jogadores querem, levar sempre o clube até ao habitual espaço dos três grandes.

 

 

ESTA ENTREVISTA É PARTE INTEGRANTE DA REVISTA BIGGER MAGAZINE, EDIÇÃO Nº 7, SETEMBRO 2009

Texto: Fernanda Carvalho
Fotos: Fernanda Carvalho e Desportivo de Guimarães

publicado por CláudiaBragança às 21:58
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1 comentário:
De Águia de Ouro a 3 de Setembro de 2009 às 16:11
Depois de lançar A Mesa Redonda nas mais altas rodas da blogosfera nacional, regresso à minha casa, ao Águia de Ouro, que criei no dia 25 de Abril de 2007, desta vez não estou sozinho e vou trazer alguns amigos benfiquistas comigo.

Com um novo design e uma mais diversa e especializada opinião, o Águia de Ouro volta com mais força do que nunca.

Visitem, comentem e desfrutem:

http://aguia-de-ouro.blogspot.com/

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.il capitano

Flávio Miguel Magalhães Sousa Meireles
Data de nascimento: 03/10/1976
Altura: 1,87m
Peso: 88 kg
Posição: Médio-defensivo
Número da camisola: 26
Nacionalidade: Portuguesa
Naturalidade: Ribeira de Pena
Residência: Guimarães

Trajectória:
1996/97: Moreirense
1997/98: Moreirense / Fafe
1998/2000: Fafe
2000/2003: Moreirense
Desde 2003: Vitória de Guimarães

.vídeos

Veja nonosso canal no You Tube
todos os vídeos relacionados com o Flávio.



Outros vídeos:

Declarações à GuimarãesTV

Reportagem RTP - Trio de Ataque

O capitão mais feliz do mundo

.o que dizem dele...

 

"O Flávio é o melhor
jogador que já treinei"
,

Manuel Machado 

 

"O Flávio é o melhor capitão
que tive em 25 anos de carreira.
Não que os outros não fossem bons,
mas ele é melhor,
porque além de tudo
é um colega."

Manuel Cajuda

 

"Nuno Santos aproveitou a
entrevista do jornal "O Vitória"
para falar de um atleta que o
impressionou pela positiva.
Nuno deixa aqui bem patente a
admiração por Flávio e enaltece
o peso do capitão no balneário:
"Quando cá cheguei, ouvi muitas
pessoas a dizer que o Flávio
estava há demasiado tempo no
Vitória. Dá-me vontade de rir,
porque as pessoas não fazem ideia
da importância do nosso capitão
dentro do balneário.
Ele é grande em tudo.
Transporta a mística do clube, integra
os que chegam, orienta os miúdos
e, além de tudo isto, dá a vida pelo
Vitória.

O Flávio, assim como o Moreno,
devem ser preservados, porque são
eles a alma do Vitória.
São os capitães na verdadeira acepção
da palavra. É um enorme prazer conviver
diariamente com gente desta natureza."
Nuno Santos (Jogador do VitóriaSC)

 

"Há um certo peso naquilo que eu digo,
tal como há no Flávio. Ele é a verdadeira
representatividade da massa associativa
dentro do campo, com o seu espírito guerreiro.
Capitão melhor do que ele não poderia haver,
é um capitão com propriedade porque se trata
de uma pessoa fantástica, um verdadeiro líder
que puxa sempre para cima."
Nilson (Jogador VitóriaSC)

.destaque Revista J

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